quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Imunodeficiência ou baixa imunidade



O que é imunodeficiência?

Nosso sistema imunológico é como um exército, onde existem diferentes armas, todas importantes para manter a defesa do organismo de forma adequada. A primeira linha de defesa é formada por células do sangue, denominadas glóbulos brancos (fagócitos), e por proteínas do sangue capazes de destruir microorganismos (sistema complemento). Quando estes componentes não conseguem destruir os microorganismos, o organismo lança mão de células específicas, denominadas linfócitos T e B.
Imunodeficiência é um grupo de doenças, caracterizadas por um ou mais defeitos do sistema imunológico. Como conseqüência destas alterações, o indivíduo se torna mais propenso a apresentar grande número de infecções.

Estas alterações do sistema imunológico são hereditárias?

Existem dois grupos de alterações imunológicas. O primeiro grupo é constituído por defeitos hereditários, provenientes dos pais, e geralmente iniciam-se na infância, embora em algumas situações só se manifeste na idade adulta. Nestes casos, outros membros da família podem ser também, afetados. Estas alterações são conhecidas como imunodeficiências primárias ou congênitas. O segundo grupo é constituído por defeitos não hereditários, mas secundários a outras condições, como, por exemplo, desnutrição e infecção pelo HIV (vírus causador da AIDS). São conhecidas como imunodeficiências secundárias ou adquiridas, sendo estas muito mais freqüentes que as imunodeficiências primárias.

Todas as crianças com infecções repetidas têm imunodeficiência?

Não. Estima-se que entre as crianças portadoras de infecções repetidas encaminhadas para investigação, aproximadamente 50% delas sejam imunologicamente normais, 30% sejam alérgicas, 10% sejam portadoras de outras doenças não imunológicas, e apenas 10% sejam portadoras, realmente, de alguma imunodeficiência. Nos casos de suspeita de imunodeficiência, o médico deve fazer uma avaliação completa do sistema imunológico, para verificar o seu funcionamento.

Os recém-nascidos são imunodeficientes?

Não. Os recém-nascidos recebem anticorpos passivamente da mãe, através da placenta, nascendo, desta forma, com níveis adequados de anticorpos, o que lhes propicia proteção contra infecções nos primeiros meses de vida. Porém, durante o primeiro ano de vida, a criança passa por um processo fisiológico de imaturidade de seu sistema imunológico, o que a torna mais vulnerável a infecções. Neste sentido, o aleitamento natural, que é uma fonte rica de anticorpos e outros fatores de defesa, desempenha importante papel na proteção do lactente, especialmente no primeiro ano de vida.

Crianças com resfriados mensais devem ser investigadas para imunodeficiência?

Não. Resfriados são infecções virais, geralmente sem gravidade, que frequentemente acometem crianças saudáveis, especialmente as que freqüentam creches e escolas. Portanto, desde que não haja complicações para infecções mais graves, os resfriados freqüentes não sugerem alterações da imunidade.

As imunodeficiências só se manifestam como infecções repetidas?

Não. Algumas vezes as imunodeficiências podem se manifestar como diarréia crônica, retardo de crescimento, baixo ganho de peso, doenças alérgicas graves, doenças autoimunes (por exemplo, lúpus e artrite reumatóide), tumores e alterações no sangue (anemia e diminuição de glóbulos brancos).

Continue lendo no site da Associação Brasileira de Imunodeficiência (ABRI)

Alérgeno do ano de 2011



No dia 3 de fevereiro realizou-se em New Orleans o 22º Encontro Anual da ACDS (American Contact Dermatitis Society) e, como é habitual, na ocasião do evento foi escolhido o Alérgeno do ano de 2011: dimetil fumarato (DMF) - uma substância volátil usada como fungicida em móveis, roupas e sapatos.

Alérgeno é toda substância de origem natural (ambiental, alimentar) capaz de provocar uma reação alérgica em um órgão sensível, como por exemplo, na pele.

A ACDS estuda as alergias de contato e com esta eleição anual quer chamar a atenção para as substâncias que causam alergia cutânea de contato, que são escolhidas pela freqüência do aparecimento ou mesmo para destacar as menos conhecidas e assim incentivar a prevenção.

DMF é usado como conservante para combater fungos em sofás, sapatos, roupas e causou inúmeros casos de alergia na Europa, a partir de 2007. No Brasil e nos EUA, não foram detectados casos em número significativo.

Os casos de dermatite grave foram relatados na Espanha, Suécia, Inglaterra e outros países da Europa. No início não foi prontamente diagnosticada. Surgia como uma erupção cutânea grave, predominante na parte posterior das pernas, nádegas e nas costas. Com o passar do tempo, descobriu-se um elo comum - cada paciente havia adquirido recentemente um móvel de origem chinesa. Por isso, foi chamada de "dermatite do sofá." Mas, não havia nenhum produto químico comum ou tecido nos sofás examinados que pudesse justificar a alergia. Pesquisadores da Universidade de Malmo, na Suécia finalmente, identificaram o culpado: Dimetil Fumarato (DMF), um fungicida usado em pequenos pacotes para combater mofo e umidade.

DMF é volátil e seus vapores causam a dermatite de contato pois permanecem nos sofás, roupas, calçados e produtos durante o transporte. Mesmo níveis muito baixos de exposição podem desencadear uma grave reação cutânea.

As alergias de contato resultam da participação de células e não tem a participação da IgE (imunoglobulina E) e por isso provocam eczema mas não são capazes de provocar reações anafiláticas.

A eleição do alérgeno do ano é importante para chamar a atenção do perigo destas substâncias e para estimular medidas preventivas. Um caso índice é o Timerosal, eleito alérgeno do ano em 2002 e que hoje quase não é encontrado, pois a substância foi removida de muitos produtos, como por exemplo, do Merthiolato®, que foi obrigado a modificar sua fórmula para minimizar o numero de casos ocorridos com esta substância.

Em 2010, o alérgeno do ano foi a Neomicina, antibiótico amplamente usado em cremes, pomadas e muitas vezes utilizado sem orientação ou prescrição médica. Os membros da ADC adiantam que para 2012, estão entre os mais votados: acrilatos e metacrilatos, polímeros usados em próteses, produtos odontológicos, entre outros.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Filtros solares



O que são filtros solares?

São substâncias que aplicadas sobre a pele protegem a mesma contra a ação dos raios ultra-violeta (UV) do sol. Os filtros solares podem ser químicos (absorvem os raios UV) ou físicos (refletem os raios UV). É comum a associação de filtros químicos e físicos para se obter um filtro solar de FPS mais alto.

O que é FPS?

FPS significa Fator de Proteção Solar. Todo filtro solar tem um número que determina o seu FPS, que pode variar de 2 a 100 .O FPS mede a proteção contra os raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, mas não medem a proteção contra os raios UVA.

O que significa o valor do FPS

A pele, quando exposta ao sol sem proteção, leva um determinado tempo para ficar vermelha. Quando se usa um filtro solar com FPS 15, por exemplo, a mesma pele leva 15 vezes mais tempo para ficar vermelha, se for usado um filtro com FPS 30, levará 30 vezes mais tempo para ficar vermelha, e assim por diante.

A partir do FPS 15 todos os filtros são iguais?

Não. Esta é uma idéia que foi divulgada de forma errada. O filtro solar com FPS 15 bloqueia a maior parte dos raios UV e o aumento do FPS aumenta pouco o bloqueio destes raios. No entanto, o tempo em que o filtro solar continuará a absorver os raios UV será maior quanto maior for o FPS, como explicado acima, aumentando o tempo de proteção. Sempre procure a opinião de um Dermatologista para a escolha do melhor protetor para o seu tipo de pele.

Como devo escolher o FPS do meu filtro solar?

O filtro solar deve proteger a pele evitando o dano causado pela radiação solar. Se o filtro que você utiliza permite que sua pele fique vermelha após a exposição ao sol, isto é sinal de que a proteção não está sendo eficaz. Neste caso, você deve aumentar o FPS ou então reaplicar o filtro solar com um intervalo menor.
O fator mínimo para uma proteção adequada é o FPS 15, aplicando o filtro generosamente sempre 20 a 30 minutos antes de se expor ao sol e reaplicando a cada 2 horas ou após mergulhar.
Entretanto, como o FPS é determinado em laboratórios, sob condições ideais, é recomendado dar uma margem de segurança, usando sempre um filtro solar com FPS igual ou maior que 30 em cidades de média de temperatura entre 20 e 30 graus celcius ou um filtro solar com FPS igual ou maior que 50 em cidade em média de temperatura superior a 30 graus celcius.

"Oil free"? Hipoalergênico? Entenda seu filtro solar.

A linguagem utilizada nos rótulos dos filtros solares muitas vezes deixa o consumidor confuso na hora da compra. Aprenda abaixo o que significam os termos mais frequentes e escolha aqueles mais indicados ao seu tipo de pele:

Anti UVA e UVB: filtros que protegem contra os raios ultravioleta A e ultravioleta B.
Hipoalergênico utiliza substâncias que geralmente não provocam alergias.
Livre de PABA ou "PABA Free": filtros que não contém a substância PABA, que tem alto poder de causar alergias.
Livre de óleo ou "oil free": filtros cujos veículos não contém substâncias oleosas. São os mais indicados para pessoas de pele oleosa ou com tendência à formação de cravos e espinhas.
Não comedogênico: filtros que não obstruem os poros, evitando assim a formação de cravos. São também indicados para pessoas de pele oleosa e com tendência à formação de cravos e espinhas.


Atenção: filtro solar que protege não deixa queimar.

Se você usou o filtro solar e mesmo assim se queimou, ou usou um FPS menor do que deveria, ou não aplicou o filtro da forma correta.

Como usar os filtros solares

Os filtros solares estão aí para nos protegerem das radiações solares e, se usados adequadamente, nos permitem aproveitar os prazeres da vida ao ar livre com mais segurança. Veja, abaixo, nossas dicas para o uso correto da proteção solar:

- O fator de proteção solar (FPS) mínimo deve ser o 15.
- Aplique o filtro solar 20 a 30 minutos antes da exposição solar.
- Após aplicar o filtro solar, aguarde 20 minutos antes de mergulhar.
- Nas crianças é melhor fazer a primeira aplicação ainda em casa. Se deixar para aplicar ao chegar na praia ou piscina, vai ser difícil convencê-las a esperar 20 minutos para poder mergulhar.
- o filtro solar de maneira uniforme e abundante por toda a superfície corporal que vai ser exposta ao sol. Economia é sinônimo de proteção inadequada.
- Não esqueça de proteger as orelhas, os lábios e o peito dos pés!
- Peça a alguém para aplicar o filtro solar nas suas costas (deixe a timidez de lado, -é melhor que se queimar).
- Filtro solar em spray também precisa ser espalhado com as mãos, senão a aplicação não fica uniforme.
- Reaplique o filtro solar a cada 2 horas e após mergulhar ou transpiração excessiva.
Filtros à prova d'água também precisam ser reaplicados após o mergulho. Eles resistem melhor, mas acabam saindo.
- Se os olhos ardem quando mergulha, prefira os filtros solares exclusivamente físicos para a face (vale para as crianças, que esfregam as mãos no rosto após mergulhar).
- O uso do filtro solar não significa que você está imune aos efeitos do sol. Cuidado com a exposição excessiva no horário entre 10 e 16 horas. Use barracas, chapéus, bonés, viseiras e camisetas.
- Surfistas que permanecem por longos períodos na água devem utilizar roupas de lycra escura para surfar e filtros solares físicos para a face (são mais aderentes).
- Mulheres, cuidado, alguns filtros solares mancham o esmalte das unhas.

Prucure sempre a opinião de um Dermatologista , pois o melhor protetor solar para a sua pele depende muito da marca,do seu tipo de pele e da intensidade dos raios solares em sua região.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Anvisa: receituário comum pode ser usado para prescrever antibióticos



O Conselho federal de Medicina publicou em seu site uma nota esclarecendo que antibióticos podem ser prescritos pelos médicos com receituário comum. Profissionais devem assegurar apenas o preenchimento dos dados e que as receitas sejam feitas sempre em duas vias (carbonadas, fotocopiadas ou impressas)

Os médicos podem prescrever antibióticos em receituários simples, sem a necessidade de adotar o formulário de medicamentos controlados, desde que sejam feitas receitas em duas vias (carbonadas, fotocopiadas ou impressas). O esclarecimento na interpretação da RDC 44 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi dado pelo seu próprio presidente, Dirceu Raposo de Mello, durante uma visita ao Conselho Federal de Medicina (CFM), quando recebeu sugestões de aperfeiçoamento da medida.

No encontro, em 1º de dezembro, os presidentes de conselhos regionais de medicina relataram a dificuldade percebida nos Estados. Raposo concordou com os argumentos apresentados e explicou como a regra deveria ser entendida. De acordo com ele, o que houve foi um erro de interpretação, pois o receituário especial seria apenas um modelo a ser seguido sem ter o caráter de uso obrigatório.

Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, com essa orientação, fica mais fácil o trabalho do profissional, que nem sempre possui receituários de medicamentos controlados em seu consultório, e, principalmente, a vida do paciente.

No entanto, ressaltou Raposo, os médicos continuam obrigados a preencher a receita com os dados exigidos na RDC 44. A norma, em vigor desde 28 de novembro, prevê, entre outros pontos, a retenção da primeira via da prescrição pela farmácia e fixa o prazo de sua validade em 10 dias.

O presidente da Anvisa aproveitou sua visita ao CFM para pedir o apoio dos conselhos de medicina na divulgação da medida. Alguns presidentes de CRMs, como os do Amapá – Dorimar dos Santos Barbosa – e do Piauí – Fernando Gomes Correia Lima –, informaram que conseguiram, em âmbito estadual, um prazo de 30 dias para adaptação aos critérios. Dirceu Raposo enfatizou que as particularidades regionais serão respeitadas.

Fonte:Conselho Federal de Medicina (CFM)

Alergia alimentar



Alergia alimentar é um dos assuntos mais complexos, mais pesquisados e ainda pouco compreendidos em alergia clínica.

Alguns tópicos importantes merecem ser comentados:
- Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode apresentar reações a alimentos;
- As reações aos alimentos podem ser verdadeiramente alérgicas ou não.

Reações não alérgicas: são as mais comuns, como por exemplo, reações tóxicas : devido à presença de substancias ou contaminantes no alimento (ex: diarreia após alimentação com alimentos com toxinas bacterianas devido à má conservação) e existem reações de intolerância individual: quando a pessoa tem alguma dificuldade de digestão do alimento (ex: intolerância a lactose), o acúmulo dela dentro do intestino acaba "puxando" água dos vasos sanguíneos levando à diarreia;

Reações alérgicas verdadeiras: podem acontecer desde a infância, como é comum com a alergia as proteínas do leite de vaca e da clara do ovo, que geralmente se iniciam nos primeiros anos de vida e podem ou não perdurar até a adolescência e idade adulta, ou podem surgir em qualquer idade, como as reações a crustáceos (camarão, caranguejo, lagosta, siri) que geralmente começam em adolescentes e adultos..


Alergia Alimentar:

Pode se manifestar de diversas formas, como a simples presença de sangue nas fezes em bebês, ou como dor abdominal, vômitos e diarreia em crianças e adultos. Outras manifestações possíveis são a dor ao deglutir, pirose (azia) e sensação de parada do alimento no peito (impactação alimentar) na inflamação alérgica do esôfago (esofagite alérgica). Também podem ocorrer alterações fora do trato gastrointestinal, como urticária (placas vermelhas que coçam muito), angioedema (inchação abrupta nas pálpebras, lábios ou outros locais) e até mesmo sintomas oculares (vermelhidão e coceira recorrentes nos olhos). Eventualmente podem surgir sintomas respiratórios como crises iguais a da asma (chiado, tosse e falta de ar) ou obstrução aguda da laringe (o edema de glote), com ou sem alterações sistêmicas como queda da pressão arterial e choque (anafilaxia).

Intolerância a lactose

Não é uma alergia alimentar, e sim uma dificuldade enzimática do intestino de quebrar o açúcar do leite para absorvê-lo. Pode ocorrer nos bebês pequenos, por imaturidade intestinal, e também transitoriamente após infecções intestinais, que causam lesão do revestimento interno do intestino. Nesse caso a intolerância passa quando o revestimento do intestino volta ao normal.

Na alergia alimentar verdadeira, o sistema imunológico monta uma resposta exagerada e anormal contra proteínas dos alimentos, e sempre que o alimento é ingerido, a resposta imune acontece levando aos sintomas descritos. Por isso é muito importante a exclusão total do alimento e de seus derivados da dieta do alérgico.

Quando o bebê, que ainda mama no peito, tem alergia ao leite de vaca, frequentemente é necessário que a mãe nutriz também exclua totalmente o leite e seus derivados da sua dieta, pois ela pode estar alimentando o bebê com proteínas do leite de vaca que ela bebe e que chegam ao seu leite materno.

Em nosso meio, os alimentos envolvidos com maior frequência na alergia verdadeira são o leite de vaca e a clara de ovo, nas crianças pequenas, e o amendoim/nozes/castanhas e crustáceos nas crianças maiores e adultos. Em menor frequência a soja e outros grãos (ex. Gergelim), peixes, vegetais e frutas, como banana, abacate e kiwi, dentre outros, também podem causar alergia.

A gliadina, uma proteína do glúten presente no trigo, pode causar um tipo de reação imunológica diferente em algumas pessoas, que leva a diarreia crônica, perda de peso ou dificuldade de ganhar peso nas crianças, além de lesões na pele. Essa é a chamada doença celíaca, que também é um tipo diferente de alergia alimentar. Do mesmo jeito, essas pessoas não podem ingerir nada que contenha o glúten do trigo.

Não existem vacinas para alergia alimentar. A exclusão do alimento da dieta é a única forma de prevenir a ocorrência dos sintomas.

A dieta de exclusão é para sempre?

Depende de cada caso. A maioria das crianças alérgicas ao leite de vaca conseguirá tolerar sua ingestão após alguns anos, mas não há como prever e por isso todos devem fazer uma dieta adequada, sob supervisão médica e nutricional após o diagnóstico. Dependendo dos exames de sangue e/ou testes cutâneo-alérgicos e da gravidade das reações anteriores, o especialista em alergia poderá, ou não, tentar reintroduzir cuidadosamente o alimento sob supervisão, após um período de alguns anos. Muitas vezes o sistema imunológico perde a "memória" daquela alergia e deixa de reagir ao alimento. Mas isso só é possível se a dieta for bem feita, para que o sistema imune não fique de vez em quando "sendo lembrado" do alimento que é ingerido.

Procure um médico alergista e tire suas dúvidas. Sempre há muitas opções de substituição do alimento envolvido sem comprometer a nutrição e a qualidade de vida do paciente alérgico. NUNCA TENTE REINTRODUZIR UM ALIMENTO NA DIETA POR CONTA PRÓPRIA, AS CONSEQUÊNCIAS PODEM SER TERRÍVEIS!

Este texto foi escrito pelo Dr. Eduardo Costa, coordenador do setor de Alergia do Hospital Universitário Pedro Ernesto e editor do Blog: ECOS em Alergia e Imunologia

Veneno de inseto causa alergia



Os insetos que mais causam alergia são abelhas, marimbondos e formigas.
Nas pessoas que são alérgicas a picadas de insetos, o organismo interpreta o veneno injetado como um inimigo. Anticorpos são formados para combater a substância, que em tese seria inofensiva. Nessa reação exagerada e inadequada, ocorrem sintomas como coceira, dilatação dos vasos, inchaço nas mucosas e queda da pressão arterial.

O SOCORRO

A pessoa deve procurar o serviço médico com urgência se suspeitar que esteja sofrendo uma reação. Quem já sabe que é alérgico e está exposto a atividades de contato com os insetos tem a possibilidade de carregar consigo medicamentos que controlam a reação, prescritos por um médico. Mesmo assim, devem procurar assistência médica se for picado. Existe também tratamento que impedirão reações instantâneas. Serão precisos dois a três anos de tratamento para que haja a reversão da alergia.

CUIDADOS GERAIS PARA EVITAR PICADAS DE ABELHAS E MARIMBONDOS

- Não use perfume, sabonete, loção pós-barba e spray fixador para cabelo
- Evite movimentos bruscos e excessivos quando próximo à colmeia
- Não grite: as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos
- Evite operar qualquer máquina barulhenta próximo à colmeia
- Tenha cuidado ao entrar em local que possa abrigar colmeia
- Examine a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados
- Cuidado ao amarrar animais domésticos ou gado
- Para remover colméias, chame os bombeiros, um apicultor ou firma especializada
- Ensine as crianças a se precaverem e não molestarem as abelhas

Fonte: Médicos Luiz A. Bernd e Lessandra Michelim

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Piercings, quais os riscos e cuidados? / Dra Luna Azulay

1) Atualmente, fazer piercings pode ser considerada uma prática segura ou ainda envolve riscos?

Dra Luna Azulay: Será segura se for feita como um procedimento cirúrgico, com material esterilizado adequadamente. O maior risco talvez seja a transmissão do vírus da hepatite. Também pode ocorrer infecção cutânea a curto prazo ou, mais tarde, uma reação no local.

2) Existem contra-indicações para esse tipo de prática?

Dra Luna Azulay: Sim. Pacientes com diabetes, problemas na coagulação do sangue, deficiências imunológicas e, certamente, os alérgicos à metal.

3) A partir de que idade o corpo recebe melhor os piercings?

Dra Luna Azulay: Não conheço dados sobre isso. É importante que os pais concordem com o procedimento caso contrário o profissional que fizer o procedimento terá inconvenientes para explicar ter feito o ato no menor.


4) Os piercings mais comuns são feitos no umbigo, na língua, no nariz, na parte superior da orelha e na sobrancelha. Entre esses existe algum que ofereça mais riscos ao corpo? Qual? Pq?

Dra Luna Azulay: Nesses anos que tenho de prática em dermatologia tive casos de complicação com piercing na orelha, na sobrancelha e no umbigo. Algumas vezes foi possível resolver sem precisar retirar o piercing.

5) Quais são os cuidados básicos que devem ser tomados quando fazemos um piercing?

Dra Luna Azulay: No momento do procedimento, ele deve ser feito em condições estéreis. Após o procedimento, o cuidado a ser tomado é como o de qualquer ferimento. E, na seqüência, deve-se tomar cuidado para não haver acúmulo de materiais retidos pelo piercing.

Prof. Dra. Luna Azulay Abulafia

Título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Presidente da Internacional Society of Dermatology (Sociedade Internacional de Dermatologia) em 2000.
Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Estado do Rio de Janeiro no biênio 1998/1999.
Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia 2010
Profª Assistente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ e Universidade Gama Filho – UGF.
Membro do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia.
Membro da American Academy of Dermatology
Membro da International Society of Dermatology

Pós-graduação
Doutorado em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Tese: Hanseníase de Lucio, Fenômeno de Lucio e a Síndrome de Anticorpo Antifosfolipídio. Conclusão em 2004
Mestrado em Dermatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tese: Doença de Dowling-Degos. Conclusão em 1982
Especialização em Dermatologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Conclusão em 1982

Graduação
Graduada no curso de Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Conclusão em 1979.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Antialérgicos ou Anti -histamínicos


Histamina é o nome da substância química mais famosa envolvida nas reações alérgicas. Quando a histamina é liberada, provoca dilatação e inchação dos vasos, bem como aumento secretivo e coceira. No caso da rinite, a presença da histamina ocasiona coceira, espirros, coriza e bloqueio nasal. Na urticária provoca placas avermelhadas com muita coceira na pele. Na alergia ocular, resulta em coceira, avermelhamento e irritação da conjuntiva dos olhos. Na dermatite atópica pode ajudar no controle da coceira, que é intensa e prejudica a pele, agravando a doença.
Desde a década de 30 observou-se que era possível aliviar os sintomas da alergia usando remédios que antagonizassem com a histamina. Mas, só na década de 40 foi lançado o 1º remédio anti-histamínico. Desde então, o conhecimento só fez crescer e hoje dispomos de muitos remédios com esta finalidade.
É importante lembrar que a histamina não é exclusiva da alergia pois participa também de outras doenças. Por isso, hoje existem anti-histamínicos usados no tratamento de vômitos, vertigens, etc. Mas aqui falaremos apenas dos remédios usados no tratamento das alergias, chamados de ANTI-HISTAMÍNICOS H1 (ou antialérgicos H1 podem ser divididos em 2 grupos: 1) Clássicos e 2) Não Clássicos

Antialérgicos ou Anti histamínicos H1 clássicos

Estes são os antialérgicos mais antigos, chamados de primeira geração, pois foram os primeiros a serem usados no tratamento das doenças alérgicas, sendo os mais conhecidos:
- Dexclorofeniramina
- Hidroxizina
- Prometazina
- Ciproeptadina

Efeitos colaterais:

O efeito mais comum e incômodo é a sedação. Citam-se ainda: sonolência (ou agitação), diminuição da concentração, alterações de memória e da coordenação psico-motora. Podem causar também: boca seca, visão turva, retenção da urina, aumento de apetite e ganho de peso. Estes medicamentos devem ser evitados em motoristas, pilotos ou em trabalhadores em risco de acidente.

Uso associado:

Alguns remédios associam antialérgicos H1 a descongestionantes. Algumas destas associações são comercializadas com venda livre e até anunciadas na mídia como antigripais. Mas, seu uso deve ser evitado, a não ser quando prescritas pelo médico.
A associação com descongestionantes (pseudoefedrina) pode provocar efeitos colaterais desagradáveis, como: taquicardia, palpitações, insônia, nervosismo e irritabilidade, entre outros.

Antialérgicos ou anti histamínicos H1 não clássicos

Este grupo de medicamentos é também conhecido como de “segunda geração” ou de “nova geração”, pois são os mais modernos, englobando uma vasta gama de produtos, pertencentes aos seguintes grupos:
- Loratadina
- Desloratadina:
- Cetirizina
- Levocetirizina
- Ebastina
- Fexofenadina
O surgimento destes medicamentos foi um avanço, pois proporcionam alívio dos sintomas causando pouca sedação, com mínimos efeitos na atividade psicomotora.
Em alguns casos, pode ocorrer dor de cabeça (cefaléia), sendo o efeito colateral mais significativo. A maioria está autorizado para uso em crianças e adultos. Desloratadina e fexofenadina estão autorizados para uso após 6 meses de idade, sendo os demais recomendados após 2 anos de idade.

Uso associado

Estes medicamentos também podem ser usados em associação com pseudoefedrina, resultando em efeito descongestionante. Neste caso, o nome comercial vem acrescido da letra D. Do mesmo modo que nos AH clássicos, deve ser feito com cautela devido à possibilidade de efeitos adversos, em especial: insônia. agitação, taquicardia, ações na próstata e glaucoma, entre outros.

Antialérgicos – anti histamínicos de uso nasal e ocular

Recentemente foram lançados medicamentos antihistamínicos pra uso em forma de spray nasal ou de gota ocular de forma a atuar no tratamento direto da rinite e da alergia ocular, com mínimos efeitos colaterais. São eles:
- Azelastina
- Olopatadina
- Emedastina
- Cetotifeno

Antialérgico – anti histamínico fitoterápico

Existe antialérgico no mercado à base do extrato das folhas de Petasites hybridus

Antialérgico – anti histamínico usados sob forma de cremes e pomadas

Não são recomendados para uso devido à sua baixa eficácia e alto índice de alergia, dermatite de contato, muitas vezes de grande intensidade, comprometendo o paciente.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Tintura de cabelo que não causa alergia ?



Pesquisadores tentam criar alternativa natural à tintura de cabelo


Uma ótima notícia para mulheres que não querem ou não podem usar a tintura convencional nos fios: pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, estão desenvolvendo uma tintura natural que pode chegar às prateleiras em cerca de dois anos. Livre de substâncias sintéticas, o produto é feito à base de algas marinhas e, em testes iniciais, cobriu completamente os fios brancos das mulheres.
Os pesquisadores britânicos esperam desenvolver em breve uma linha de tinturas naturais em tons de castanho, ruivo, preto e louro. O objetivo é retirar das algas os pigmentos que correspondem a essas cores, e conseguir transformá-los em um produto seguro de ser usado em casa ou no cabeleireiro.
Além de fios ressecados e sem vida, muitas tinturas contêm ingredientes danosos para a saúde, que podem causar desde dermatites (alergias cutâneas) e até mesmo aumentar o risco de certos tipos de câncer.

Enquanto a novidade não chega ao mercado, ficam algumas dicas:

- Prefira usar a henna indiana, que é bem tolerada pela maioria das pessoas.


- Peça orientação ao alergista antes de utilizar a tinta.


- Tonalizantes ou tinturas semi-permanentes podem ser uma opção segura em alguns casos.


- Se for necessário, o alergista realizará um teste de contato antes de escolher a tintura.