terça-feira, 20 de setembro de 2011

Queimadas e sua influência em asmáticos



Queimadas são uma realidade em grande parte do território brasileiro, em especial nas áreas de cultivo e pastagem ou mesmo nas cidades onde ainda predomina este hábito. Mas infelizmente, esta atividade é capaz de provocar reflexos nocivos aos alérgicos, seja pela intensa ação irritante exercida pela fumaça como pelas elevadas concentrações de poluentes atmosféricos e de gases nocivos à saúde humana.

Uma pesquisa foi realizada em Mato Grosso, em Cuiabá e Alta Floresta, na época das queimadas. O local foi escolhido porque nessa região as concentrações das fumaças provenientes dos incêndios florestais podem ser tão elevadas a ponto de alterar a visibilidade e fechar os aeroportos da região. Durante o estudo, foram avaliados 16.913 prontuários do Hospital e pronto socorro municipal de Cuiabá (HPSMC) que dá assistência à cidade e às regiões circunvizinhas, relacionando o numero de atendimentos (ambulatoriais e internações) das crianças menores de cinco anos com asma durante os meses de maio a novembro. Em relação às informações sobre os números de focos de calor (queimadas), retiraram-se dados dos relatórios do IBAMA-MT, meses de maio a novembro na cidade de Cuiabá e nos municípios circunvizinhos, e que corresponderam a um dos maiores índices de queimadas registrados nessa região.

Os efeitos poluição atmosférica podem ser sentidos sobre a pele, mucosas, aparelhos respiratórios, cardiovascular e sistema nervoso central, causando diversos tipos de afecções. Contudo, o pulmão é o órgão que mais sofre o impacto dos poluentes atmosféricos em virtude de possuir a maior área de contato com o ambiente externo e por receber mais de 10.000 litros de ar/dia, num volume de ar inalado na ordem de 500 a 600 litros de ar por hora.

A asma é uma doença que resulta da interação entre a genética (hereditariedade) e o ambiente, seja pela exposição a aeroalérgenos como a substâncias irritantes, entre outros fatores, que provocam e/ou mantém a hiperreatividade brônquica Assim, as partículas de aerossóis emitidos pelas queimadas podem atuar como verdadeiros gatilhos de crises nas pessoas asmáticas que residem próximas.

Os pesquisadores constataram maior número de atendimentos ambulatoriais e internações quando houve maior número de focos de calor, denotando a influência destes poluentes sobre as crianças asmáticas consultadas no hospital, já que durante as queimadas, o ar inspirado no município de Cuiabá e seus arredores fica intensamente poluído, tornando estas crianças um grupo suscetível aos efeitos desses gases.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde de Cuiabá, em 2010 houve um aumento de aproximadamente 300% nos procedimentos de nebulização em atendimentos de pronto socorro realizados entre 2005 e 2010. Concluindo, a inalação das partículas emitidas pelas queimadas é nociva pois intensifica a hiperreatividade dos brônquios, aumenta a sensibilidade da mucosa respiratória, podendo agravar a asma e outras alergias respiratórias.

Fonte: Asbai

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Alergia aos cosméticos



Cosméticos são produtos amplamente utilizados e que podem provocar alergia. Compreendem substâncias presentes em maquiagens, perfumes, tinturas, alisadores capilares, depiladores, desodorantes, produtos para banho, cremes dentais, sabonetes, hidratantes, esmaltes de unhas, entre inúmeros outros produtos.

A incidência desta alergia é baixa, se considerarmos a quantidade de pessoas e o número imenso de produtos utilizados no mundo todo, sendo mais freqüente nas mulheres do que nos homens. No entanto, esta proporção tem se modificado nos últimos anos devido ao maior número de homens que passaram a utilizar cosméticos em sua rotina diária.

A reação cutânea por cosméticos pode ser de dois tipos:

. Dermatite de Contato Irritativa
A dermatite de contato por irritante é mais comum e se caracteriza por coceira, queimação e sensação de “picadas”, surgindo logo após a aplicação do produto. Estas reações não são alérgicas

. Dermatite de Contato por hipersensibilidade
A dermatite de contato por hipersensibilidade, como o nome indica, resulta da sensibilização alérgica e não depende de ação irritante ou tóxica do produto sobre a pele.

Reações de hipersensibilidade a cosméticos

As reações de contato por alergia dependem de um processo de sensibilização e por isso não surgem na primeira vez que uma pessoa usa um determinado produto, mas sim após algum tempo. Este fato explica uma dúvida comum: - “se eu sempre usei, como é que só agora surgiu a alergia?”.
Estas reações se acompanham de eczema e se acompanham de coceira importante. Logo surgem áreas avermelhadas (eritema) onde aparecem bolinhas de água (vesículas) e que podem se romper eliminando um líquido pegajoso (exsudação). Com o passar do tempo, o liquido seca, podendo surgir crostas e descamação. Utiliza-se a denominação de eczema ou dermatite de contato.

Como reconhecer a dermatite de contato aos cosméticos?

O diagnóstico da dermatite de contato é feito através da análise clínica feita pelo médico. O exame físico evidenciará o tipo e a localização das lesões e o teste de contato complementará a busca do fator causal.

A história clínica de cada pessoa:

Ao conversar com o paciente, o médico procurará identificar o número de vezes que foi utilizado o produto e investigará a forma, onde e como começou a lesão cutânea. Por exemplo: um eczema em pálpebra que se iniciou um a dois dias após uma ida à manicure, deve ser suspeitado o esmalte de unhas como causador do processo.
Outros pontos importantes a serem investigados são: ambiente e atividades profissionais, vestuário, tipo de cosméticos utilizados, ambiente domiciliar do paciente.

As lesões apresentadas na pele:

Ao examinar o paciente, o médico observará a localização e o aspecto das lesões. Algumas localizações são características:
· Eczema em pálpebras: esmaltes de unhas
· Eczema em orelhas: brincos
· Eczema em axilas: desodorantes
· Eczema em pescoço: perfumes, colares, esmaltes.
A dermatite de contato pelo esmalte de unhas raramente se dá na própria unha, por ser uma região dura, mas sim na face, em especial nas pálpebras e no pescoço.

O Teste de Contato :

Este teste é feito aplicando várias substâncias aderidas a um papel de filtro nas costas do paciente, deixando em contenção durante 48 horas. Após este período, o teste é retirado, o local é marcado e a leitura é realizada 48 e 72 horas após a colocação. Recomenda-se expor à luz solar após sua retirada, para observar possível reação com, a luz (fotoreação).
O teste de contato é feito com uma bateria padrão de substâncias, mas pode ser realizado também com os cosméticos usados e suspeitos de serem causadores do eczema. É praticamente impossível fazer uma lista completa de todas as substâncias utilizadas em cosméticos, pois são utilizados um grande número de conservantes, corantes, fragâncias e veículos. Entretanto, algumas substâncias são sensibilizantes freqüentes, como por exemplo:
Parafenilenodiamina (tintura de cabelo, cosméticos escuros)
Sulfato de níquel (tintura de cabelo, contaminante em corantes)
Eosina (corante usado em batons)
Anilina (lápis de sobrancelhas)
Bálsamo do Peru (fragâncias)
Perfume mix
Nitrocelulose e cloreto de cobalto: esmalte de unhas, etc.

Tratamento da dermatite de contato

O tratamento ideal é aquele onde se consegue identificar a substância responsável, afastá-la evitando assim o problema. Existe a opção de usar produtos hipoalergênicos, isto é, que raramente provocam alergia, porém mesmo assim algumas pessoas poderão reagir.
Por isso, é muito importante procurar um médico especialista em Alergia que irá orientar não apenas o tratamento das lesões cutâneas, mas também a prevenção de futuros episódios.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Alergias da pele na gestante



A pele se modifica de forma profunda sob a ação hormonal da gestação, tornando-se mais sensível, ressecada e com maior tendência para manchas e estrias. Grávidas tendem a ter maior sudorese, devido ao aumento de atividade das glândulas sudoríparas, favorecendo o aparecimento de erupções na pele, brotoeja, etc.

Por isso, recomenda-se às gestantes portadoras de alergia cutânea:

- Manter acompanhamento periódico com o alergista.
- Reduzir o número de banhos: um por dia é o ideal. Caso tome mais de um, prefira banhos rápidos, usando sabonete apenas nos locais necessários.
- E, falando em banhos, não devem ser demorados ou quentes. Usar sabonete suave, apropriado para peles secas e sensíveis. Não se esquecer de aplicar hidratante, logo após o banho, com a pele ainda umedecida
- Alimentar-se de forma saudável e balanceada
- Usar roupas confortáveis, de algodão, evitando tecidos sintéticos, lycra e roupas justas ao corpo.
- Aplicar protetor solar sempre que se expuser ao sol.

Dermatite atópica

É uma das doenças alérgicas mais freqüentes, sendo portanto de alta ocorrência entre as gestantes. É fato que algumas alterações próprias da gravidez como o aumento da sudorese, maior tendência para ressecamento cutâneo e para a coceira contribuem para piorar a dermatite atópica na gestação. Mas, na prática, verifica-se que a evolução é variável em, cada gestante: em muitos casos, a dermatite atópica não se altera na gestação. Em algumas gestantes pode piorar e, em menor freqüência, pode até ocorrer melhora das lesões.Alguns estudos descrevem casos onde a dermatite atópica se inicia na gravidez, mas sempre em mulheres predispostas. Contudo, o mais comum é que a doença já seja pré existente e se modifique durante a gestação, com a influência hormonal.

Dermatite de contato

Este tipo de dermatite tem mecanismo muito diferente da dermatite atópica. Trata-se de uma resposta imunológica (alérgica) à substâncias (minerais, vegetais, animais ou sintéticas) em contato com a pele. Verifica-se que alguns fatores podem favorecer o surgimento da dermatite de contato. No caso das gestantes, o aumento da sudorese pode facilitar o contato dos alérgenos com a pele. Citam-se a dermatite de contato por níquel, pelo uso de novos cosméticos (por exemplo, para combater estrias), entre outros.
A cura da dermatite de contato depende da identificação e posterior afastamento da substância causadora. Ou seja, não tem relação direta com a gestação

Urticária

Neste caso, surgem placas avermelhadas acompanhadas de coceira em locais variados do corpo, em geral com duração fugaz. Pode ou não estar relacionada com a gravidez. A causa mais comum é o uso de medicamentos ou de certos alimentos. É importante esclarecer a causa para que se possa ter sucesso no tratamento.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Granuloma piogênico



Popularmente conhecido como "carne esponjosa", o granuloma piogênico é uma proliferação de vasos sanguíneos que forma uma lesão tumoral secundária a um traumatismo, como os provocados pelos alicates das manicures ou por uma unha encravada, sendo o canto das unhas a sua localização mais comum.

Frequentemente localizado nos dedos, o granuloma piogênico caracteriza-se por uma lesão tumoral, avermelhada ou arroxeada, úmida, de consistência mole e que sangra facilmente aos pequenos traumatismos.

O seu crescimento é rápido e o sangramento pode dar origem à formação de crostas escuras sobre a lesão. Geralmente acompanha-se de processo inflamatório local, com vermelhidão, inchaço e dor na pele ao redor da lesão.

Tratamento :

O tratamento depende do tamanho da lesão. Lesões pequenas podem ser tratadas pela cauterização química. Lesões maiores devem ser tratadas pela eletrocoagulação, após anestesia local.

No caso das unhas encravadas serem o fator desencadeante do granuloma, estas devem ser tratadas. Embora produza alívio temporário, cortar os cantos das unhas só agrava a situação. O ideal é cortar as unhas de forma reta, deixando as suas pontas sairem pelos cantos, por sobre a pele. Muitas vezes é necessário que procedimentos como a cauterização química do granuloma piogênico e colocação de "calços" sob as unhas para permitir a saída das pontas encravadas sejam realizados por um dermatologista ou profissional indicado por este.

Antibióticos tópicos ou sistêmicos podem ser utilizados em casos de infecção ou inflamação intensa. Casos mais graves podem necessitar de cirurgia para correção da unha encravada, acompanhada de destruição da matriz da unha, de forma química ou cirúrgica.

Em todos os casos, o tratamento deve ser feito ou coordenado pelo médico dermatologista.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Cosméticos para bebês



Cheirinho de bebê ...
Será que é preciso mesmo usar produtos cosméticos nas crianças pequenas?
Xampu, condicionador, talco líquido e creme hidratante enchem prateleiras de farmácias, supermercados e lojas. A oferta aumenta para as crianças com mais idade: perfumes, maquiagens, esmaltes, creme de pentear para cabelos com cachos e por aí vai. Mas será que eles realmente precisam de tudo isso para ficar limpinhos e cheirosos? Quem responde a esta pergunta são os médicos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). As mães devem ter cuidado nos primeiros meses de vida do bebê.

Abaixo dos seis meses não há indicação de uso cosméticos, apenas sabonete neutro e um pouco de xampu também neutro. Nada além disso. Bebês ainda têm o sistema de defesa imaturo. Por isso, há maior risco de infecções, irritações e alergias. A regra é clara: “quanto menos, melhor”.

O que eles precisam para estar limpos é um sabonete de pH 5,5 e água. O uso de hidratantes e óleos deve ser reservado para casos especiais de peles ressecadas, seja por doenças [como a dermatite atópica], seja por condições ambientais [inverno, aquecedores e baixa umidade do ar]. O uso incorreto destes produtos pode retirar a proteção natural da pele dos bebês. Quanto mais se usa, mais a proteção sai. Ou seja, até mesmo os hidratantes devem ser usados com orientação médica.

Quais são os produtos que um bebê não deve usar?

Perfume forte, condicionador, qualquer produto com cheiro ativo, maquiagem, esmalte, hidratantes (em especial os hidratantes de uso adulto, que contém componentes que podem irritar a pele, causar vermelhidão e coceira).

O que usar em cada idade?

De zero a seis meses: apenas sabonete e um pouco de xampu neutro.
A partir do seis meses: são indicados filtros solares específicos para a idade e, se necessário, hidratante com indicação médica.
A partir dos dois anos: estão liberados os cosméticos próprios para crianças.

Como escolher corretamente o produto?

O pH ideal dos sabonetes infantis ou hipoalergênicos deve ser ao redor de 5. É fundamental usar produtos específicos para bebês, que sejam regulamentados pela Anvisa e autorizados para uso infantil. Observe os rótulos: por exigência da Anvisa, eles devem ter orientações básicas de uso, serem dermatologicamente testados ou hipoalergênicos.

O que se deve evitar?

- Limpar a região da fralda com lenços umedecidos, que contenham fragrância e outras substâncias químicas. Os médicos indicam água morna e sabonete neutro.
- "Pomadinhas" só com prescrição médica.
- Evitar uso de perfumes.
- Crianças pequenas não devem pintar as unhas, pois ficam expostas precocemente a substâncias potencialmente alergênicas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Verdades e Mitos / Desvende os mitos sobre a saúde e beleza da pele

Para a barba não aumentar, não se deve raspar todo dia?
Mito. Raspar a barba todo dia não vai estimular o crescimento de novos pêlos nem engrossar os que já existem pois isso não afeta a raiz do pêlo, responsável pelo seu desenvolvimento.

Depilação com cera provoca flacidez na pele?
Mito. A retirada dos pêlos por depilação não interfere nas fibras colágenas e elásticas da pele e, portanto, não provoca a flacidez.

Depilação com roll-on ou cera quente causa varizes?
Mito. As varizes são formadas devido a uma alteração das veias das pernas, dificultando o retorno do sangue venoso para o coração e aumentando a pressão dentro dos vasos. A depilação não interfere neste processo.

Raspar os pêlos faz com que eles fiquem mais grossos ou cresçam mais?
Mito. Nada que se faça com a haste do pêlo muda a sua característica. A impressão de que o pêlo engrossa deve-se ao fato de que ele foi cortado no meio da haste, onde é mais grosso que na ponta do fio. Se fosse assim, ninguém ficaria calvo, era só raspar a cabeça que os cabelos voltariam a crescer fortes e grossos.

Quanto mais se depila, menos pêlos crescem?
Mito. A retirada dos pêlos por depilação não impede o seu crescimento. Isto só aconteceria se, durante a depilação, o bulbo piloso, que forma o pêlo, fosse destruído

Uma espinha espremida pode virar câncer da pele?
Mito. Espinhas não devem ser espremidas, mas isso não origina o câncer da pele. Muitas pessoas espremem lesões que já eram um câncer da pele, pensando ser uma espinha. As lesões evoluem e, quando vão ao médico e recebem o diagnóstico, pensam que foi porque espremeram a "suposta" espinha.

A alimentação tem influência sobre as espinhas?
Verdade. Apesar de não ser a causa das espinhas, estudos recentes comprovaram que a alimentação pode influir no curso da doença. É possível ocorrer uma piora das lesões com a ingestão de alimentos como: chocolate, leite e derivados, amendoins e dietas de alto teor glicídico (açúcares). No entanto, isso só vai acontecer nas pessoas que tem a predisposição genética para a doença. Portanto, se você percebe que suas espinhas pioram com determinados alimentos, evite-os.

Masturbação causa espinhas?
Mito. O surgimento das espinhas ocorre na mesma época em que os jovens descobrem a sexualidade e a masturbação. Vem daí a crença.

O sol melhora as espinhas?
Mito. Apesar de ocorrer uma aparente melhora, devido ao bronzeamento e ao ressecamento de algumas lesões, a exposição ao sol acabará provocando uma piora alguns dias depois, devido ao aumento da produção de oleosidade e da espessura da epiderme (camada mais superficial da pele), o que contribui para a obstrução dos poros.

Os furúnculos são uma doença do sangue?
Mito. Os furúnculos são causados por uma bactéria da própria pele, que invade o folículo piloso causando a infecção.

Os furúnculos sempre voltam? Quem teve um, vai ter outros?
Mito. Os furúnculos podem ocorrer de forma repetitiva (furunculose de repetição) ou em um episódio isolado. A pessoa que teve um furúnculo pode não ter outro nunca mais.


Lavar a cabeça todos os dias apodrece a raiz dos cabelos levando à sua queda?
Mito. A lavagem diária dos cabelos não interfere com os bulbos capilares. Os fios que caem durante a lavagem cairiam de qualquer forma, em outro momento, pois já estavam em fase de queda.

Lavar a cabeça com água quente faz cair os cabelos?
Mito. No entanto, em pessoas que apresentam dermatite seborréica, deve-se evitar a água quente, que estimula a produção de oleosidade, podendo piorar a doença e favorecer a queda dos cabelos.

Usar boné faz cair os cabelos?
Mito. O uso do boné não faz cair os cabelos mas pode, em algumas pessoas que não tiram o boné da cabeça o dia inteiro, agravar condições como a dermatite seborréica, favorecendo a queda dos cabelos.

Condicionador pode causar a queda dos cabelos?
Mito. Em pessoas sem tendência à queda de cabelo o condicionador não causará a queda dos mesmos. Entretanto, em pessoas com dermatite seborréica e queda de cabelo, deve-se evitar que o condicionador atinja o couro cabeludo, usando-o apenas nos fios pois, nestes casos, o produto pode agravar a dermatite seborréica e favorecer a queda.

O uso frequente de tintura pode estragar os cabelos?
Verdade. O uso continuado de produtos químicos para o tingimento dos cabelos pode afetar a haste do fio causando a perda do brilho e da resistência.

O uso frequente de tintura faz cair os cabelos?
Mito. O uso da tintura afeta apenas a haste do fio, não interferindo com a raiz do pêlo, responsável pelo seu crescimento.

Caspa é sinal de sujeira?
Mito. A caspa é um dos sintomas da dermatite seborréica, e não significa que as pessoas tenham maus hábitos de higiene.

Seborréia e caspa não tem cura?
Mito. Não existe uma medicação que elimine definitivamente a caspa ou a seborréia, mas a doença pode ser mantida sob controle, obtendo-se a cura clínica através do uso de certos medicamentos.

Lavar os cabelos menstruada faz mal à saúde?
Mito. Não há a menor problema entre estar menstruada e lavar os cabelos, não causa absolutamente nenhum mal à saúde.

Cortar o cabelo estando a cliente ou a cabelereira menstruada, deixa o cabelo com fios grossos, queda acentuada ou até muda o tipo de lisos para cacheados e vice-versa?
Mito. Não existe o menor fundamento para tal fato. Cortar o fio do cabelo não interfere em nada com o seu crescimento nem provoca a sua alteração, independente da mulher estar menstruada ou não.

Colocar anticoncepcional no shampoo faz os cabelos crescerem mais rápido?
Mito. O uso de hormônios femininos não faz os cabelos crescerem mais rápido, muito menos desta maneira pois, a absorção dos hormônios, se ocorrer, será mínima.

Os cabelos cortados durante a época da lua cheia e crescente crescem mais?
Mito. O corte dos fios, que são estruturas compostas por células mortas, não interfere de forma alguma com o crescimento dos cabelos.

Os cabelos devem ter as pontas cortadas para ganhar força?
Mito. A crença vem da correlação com a poda das plantas. A diferença é que os galhos das plantas crescem pelas pontas, que são vivas. Já os fios de cabelos crescem pela raiz. As pontas são mortas e o corte não vai interferir com o crescimento.

Depois do parto os cabelos caem por causa da anestesia?
Mito. Não é a anestesia a causa e sim o próprio parto (ou outro tipo de estresse físico ou emocional) que provoca uma queda intensa de cabelos cerca de 2 a 4 meses após o evento desencadeante. Chama-se eflúvio telógeno e estes pêlos voltarão a crescer normalmente depois de algum tempo.

Pintar o cabelo desde cedo favorece o surgimento de cabelos brancos?
Mito. Nada que se faça com a haste do fio modificará a sua formação pela raiz. Geralmente quem começou a pintar os cabelos mais cedo, o fez porque tinha tendência hereditária ao surgimento de fios brancos.

Não secar os cabelos após o banho faz cair os cabelos?
Mito. Deixar os cabelos molhados não os faz cair. Se fosse assim, os nadadores, que permanecem horas seguidas dentro da água seriam todos calvos.

Calvície tem tratamento?
Verdade. Já existe um tratamento com resultados significativos para interromper a queda dos cabelos e, até mesmo, fazê-los crescer novamente.

Arrancar 1 fio de cabelo branco faz nascer 2 no lugar?
Mito. Quando os fios de cabelo começam a ficar brancos, o processo ocorre gradativamente e outros fios vão ficar brancos também. A crença vem daí, a pessoa arranca o primeiro fio branco e quando se dá conta já surgiram outros, que iriam aparecer de qualquer forma, não porque aquele primeiro foi arrancado.

Lixar as unhas ao invés de cortá-las faz com que fiquem mais fortes ou cresçam mais rápido?
Mito. Cortar ou lixar não influi em nada o crescimento ou a resistência das unhas já que isso não interfere com a matriz da unha, que é a responsável pela sua formação.

Pintar as unhas de vermelho fortalece e acelera o crescimento?
Mito. O uso do esmalte não interfere na formação da unha pela matriz, portanto, não acelera seu crescimento nem a sua qualidade.

Unhas bem cortadas vão até o "sabugo"?
Mito. Deve-se sempre deixar uma fina borda de unha livre (aquela faixa branca da extremidade) para evitar danos ao leito da unha. Nas unhas dos pés deve-se deixar sempre os cantos maiores, cortando-se a unha "quadrada" de modo a evitar o encravamento.

Não se deve operar sinais senão podem virar câncer?
Mito. É frequente alguém dizer: "o fulano tinha um sinal que foi operar e virou um câncer. Não devia ter mexido...". Com toda certeza já era um câncer antes de ser operado. Operar um sinal ou pinta não provoca a sua transformação em câncer da pele.

Pintas e sinais podem virar câncer?
Verdade. Alguns tipos de sinais, como os nevos pigmentados (sinais escuros), podem se transformar em um câncer da pele chamado de melanoma.

Psoríase e vitiligo são doenças contagiosas?
Mito. A psoríase e o vitiligo não oferecem o menor risco de contágio para qualquer pessoa que entre em contato com os portadores da doença.

Psoríase e vitiligo não tem cura?
Mito. A psoríase e o vitiligo podem ser curados clinicamente, com o desaparecimento completo dos sintomas e recuperação total da pele. Entretanto, não se pode afirmar que a doença nunca mais voltará a manifestar seus sintomas.

Estrias não tem cura?
Verdade. As estrias são irreversíveis, e os tratamentos disponíveis (mesoterapia, subcisão, dermoabrasão, peelings e uso de certos tipos de ácidos ou laser) apenas visam melhorar o aspecto das lesões tornando-as mais semelhantes ao tecido sadio ao redor. Nenhum tipo de tratamento pode, ainda, fazer a pele voltar ao que era antes.

Usar óleo de amêndoas para hidratar a pele evita as estrias da gravidez?
Mito. As estrias ocorrem em pessoas com tendência a elas. Mulheres que usaram hidratantes podem ter estrias e mulheres que não usaram podem não ter. De qualquer forma, recomenda-se a hidratação profunda da pele pois pode ajudar a evitá-las, mas não são a certeza de que elas não vão aparecer.

Cremes para estrias funcionam?
Mito. Os cremes para estrias atualmente comercializados não acabam com as estrias porque elas são irreversíveis. Mesmo os cremes a base de ácidos, formulados pelos médicos, e que são mais ativos que as substâncias presentes nos cremes comerciais, tem apenas um efeito de melhora sobre o aspecto das estrias.

Banho demais faz mal à pele?
Verdade. A água não faz mal à pele porém, o uso excessivo de sabonetes pode retirar a camada de oleosidade necessária para a manutenção da integridade da pele, causando o seu ressecamento, especialmente nos idosos e em cidades com clima seco.

Banhos quentes aumentam a oleosidade da pele?
Verdade. Em pessoas com pele oleosa, a água quente pode estimular a secreção de mais oleosidade nas áreas de pele oleosa.

Passar soro fisiológico na pele faz bem?
Mito. Soro fisiológico é apenas água e sal, não tem qualquer efeito benéfico para a pele.

As simpatias para tratar verrugas funcionam?
Verdade. As simpatias podem funcionar para algumas pessoas. As verrugas são doenças causadas por vírus. As simpatias provocam uma auto-sugestão de que a pessoa vai ficar curada. Isto pode estimular seu sistema imune a combater os vírus, eliminando as verrugas.

Os cremes auto-bronzeadores fazem mal à pele?
Mito. A não ser que a pessoa tenha alergia ao produto que está utiliza
ndo, os cremes bronzeadores não fazem mal à pele, pois apenas pigmentam a última camada da epiderme, conferindo coloração semelhante ao bronzeado.

Câmaras de bronzeamento fazem mal à pele?Verdade. A exposição aos raios ultra violeta provenientes do sol ou das câmaras de bronzeamento são danosos à pele, desencadeando o fotoenvelhecimento e predispondo-a ao câncer de pele.

Acima do FPS 15 todos os filtros solares são iguais?
Mito. Com um protetor solar FPS 15, a pele leva um tempo 15 vezes maior para se queimar do que sem proteção nenhuma. Com FPS 30, este tempo é 30 vezes maior, e assim por diante.


Desodorante anti-transpirante provoca câncer de mama?
Mito. Não existe nenhuma relação entre o uso do desodorante anti-transpirante e o surgimento de câncer de mama. Este tipo de desodorante pode provocar um quadro obstrutivo das glândulas sudoríparas das axilas, formando nódulos inflamados e dolorosos na região.

Pele oleosa envelhece menos?
Verdade. A pele oleosa é mais resistente à ação dos raios ultra-violeta do sol e sofre menos os seus efeitos danosos, principais responsáveis pelo envelhecimento cutâneo.

Usar hidratantes após o sol evita o envelhecimento da pele?
Mito. A hidratação não vai evitar o envelhecimento da pele, combaterá apenas o seu ressecamento.

Proteger a pele do sol no dia a dia pode retardar o surgimento das rugas?
Verdade. A principal causa do envelhecimento da pele é a sua exposição aos raios ultra-violeta do sol (fotoenvelhecimento) e o uso frequente de proteção solar retarda o envelhecimento cutâneo.

O Botox (toxina botulínica) deixa a pessoa sem expressão?
Mito. Quando o procedimento é realizado sem exagero, tratando apenas os grupamentos musculares que produzem mais rugas, a expressão da pessoa não é afetada. Vale a pena lembrar que nem todas as pessoas formam "pés de galinha" ao sorrir, portanto, porque o uso do Botox tiraria a expressão?

Lixar os calos vai fazer com que eles desapareçam?
Mito. O calo é uma resposta da pele a um traumatismo constante. A pele engrossa para se tornar mais resistente. Lixar o calo vai apenas desbastá-lo, afinando a pele, no entanto, o calo voltará a crescer se a sua causa não for eliminada.

A pele negra envelhece mais devagar?
Verdade. Como o principal responsável pelo envelhecimento da pele é o sol e a pele negra é mais resistente a ele, ela demora mais para envelhecer.

Pessoas de pele escura não têm câncer da pele?
Mito. Apesar de pessoas de pele escura (fototipos V e VI) terem maior proteção contra a radiação ultra-violeta, também podem ser acometidas pelo câncer da pele, apesar da incidência ser bem menor do que nas pessoas de pele clara.

As fitas adesivas para tirar cravos funcionam?
Verdade. Mas funcionam apenas naquelas pessoas que tem cravos grandes, com ponta preta exposta. Para aqueles pontinhos escuros bem fininhos é melhor o uso de sabonetes abrasivos diariamente em leve massagem.

Cremes podem acabar de vez com a celulite?
Mito. Os cremes para celulite não tem a capacidade de alterar a estrutura do tecido gorduroso e o seu uso exclusivo não vai acabar de vez com a celulite. O tratamento da celulite depende de mudanças de hábitos alimentares e de saúde.

Alerta sobre as injeções de óleo de girassol em Clínicas de Estética

Um novo tratamento tem sido oferecido por algumas clínicas de estética para atrair clientes que querem perder gordura sem esforço e sem se submeter a uma cirurgia: a injeção de enzimas extraídas do girassol.

Óleo extraído da planta reduziria a gordura

A substância é sintetizada em laboratório e tem sido indicada para aplicação em área de gordura localizada mas entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM), Anvisa e Sociedades de Endocrinologia e Dermatologia desaprovam este tipo de procedimento.

Os profissionais de estética que aplicam as injeções de enzimas (ou lipossomas) de girassol dizem que esta substância quebra a gordura que, em seguida, é eliminada na urina, sem sobrecarregar os rins e outros órgãos.

Ainda afirmam que as injeções não causam efeitos colaterais e não tem relação com o proibido lipostabil, banido pela Anvisa por causa dos seus efeitos adversos. O pacote de aplicações custa cerca de R$ 2 mil.

Anvisa e CFM não aprovam

A Anvisa não reconhece e não registra produtos com os nomes "enzimas ou lipossoma de girassol" para a perda de gordura localizada e diz que cabe à vigilância sanitária de cada estado fiscalizar e notificar possíveis abusos.

O CFM também não aprova e diz que repete-se o erro cometido quando se disseminou a injeção subcutânea de polifenóis da alcachofra e que resultou em verdadeiros desastres, inclusive com a contaminação por bactérias resistentes.

Diz também que não há evidência científica sobre esta pseudoterapêutica e que é mais um dos modismos da denominada medicina estética. O CFM recomenda que anúncios desse tipo de tratamento sejam encaminhados ao Conselho Regional de Medicina para providências quanto ao Código de Ética Médica.

Tratamento não tem comprovação científica

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia informa desconhecer qualquer evidência científica que justifique o tratamento e a Sociedade Brasileira de Dermatologia diz não ter conhecimento de estudo em revistas de grande impacto científico sobre o uso de lipossomas de girassol injetável para tratar gordura localizada.

Fonte: Jornal O Globo (14/04/2011)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Europa proíbe técnicas contra celulite e gordura localizada



Tratamentos que prometem acabar com a celulite e a gordura localizada, como mesoterapia (injeção de medicamentos sob a pele), laser, carboxiterapia (injeção de gás carbônico sob a pele), radiofrequência e ultrassom, podem estar com os dias contados na Europa.

A França decidiu proibir a aplicação de algumas dessas técnicas por causa dos riscos à saúde e a Espanha deve aumentar as restrições.

Prática precisa ser regulamentada

Apesar de protestos de profissionais que trabalham com a área, a União Européia prepara um decreto para regulamentar a prática, que cresce no vácuo legal.

O Brasil vai na mesma linha e o Conselho Federal de Medicina (CFM), está elaborando um manual de publicidade médica para coibir os abusos na chamada medicina estética, especialidade que não é reconhecida pelo CFM.

O Ministério da Saúde da Espanha está consultando autoridades francesas para saber os motivos dos vetos a procedimentos alternativos à plástica e associações de médicos e pacientes exigem a elaboração de normas determinando quem, como e onde as técnicas podem ser aplicadas.

O problema é que certos métodos contra a gordura localizada, como mesoterapia e aplicação de ondas ultrassônicas, não são considerados atos médicos na maioria dos países.

Quebra da gordura é um dos alvos da proibição

Um dos alvos da proibição é a lipólise, a quebra de gordura e a sua degradação, feita por meio de injeções de uma mistura de água destilada, bicarbonato de sódio e cloreto de sódio.

O governo francês também proibiu a carboxiterapia. Esta técnica, popular no Brasil, injeta dióxido de carbono na área tratada para romper as células de gordura. E vetou ainda a lipólise com laser transcutâneo, se não for acompanhada de lipoaspiração.

Complicações graves na França

Na França, a Alta Autoridade de Saúde do país definiu os tratamentos como arriscados e relatou complicações graves em 23 pacientes submetidos a ultrassom contra celulite e gordura localizada.

Eles sofreram necrose, hematomas ou tromboses. Dez precisaram de cirurgia para se recuperarem dos danos.


Uso da fosfatidilcolina (Lipostabil) já é proibido no Brasil

A França também proibiu a mesoterapia, porque a técnica pode causar sérias infecções. E vetou ainda técnicas que usam produtos lipolíticos, como a fosfatidilcolina (lipostabil), que pode causar hematomas, edemas, nódulos e alergias. No Brasil, o uso do lipostabil para fins estéticos foi proibido pela ANVISA.

Na Espanha, a Associação de Defesa do Paciente, moveu ação judicial em defesa de 28 mulheres infectadas gravemente por uma bactéria num tratamento de mesoterapia. Elas tiveram que tomar antibióticos por um ano e algumas sofreram lesões irreversíveis.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia diz que é necessário fazer pesquisas sérias sobre evidência científica de segurança e eficácia de tratamentos estéticos.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica diz que as técnicas não cirúrgicas contra a celulite e gordura localizada podem ter valor, se aplicadas com aparelhos e substâncias aprovadas pela ANVISA e respaldo da medicina baseada em evidências científicas.

Alerta, ainda, para os riscos de se submeter a técnicas invasivas com profissionais não habilitados e em ambientes sem condições de higiene.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Alergia a batons



Batons são amplamente utilizados na população, não só pelas mulheres como por homens, em especial em ambientes profissionais, onde muitas vezes é exigido o uso do cosmético.

A maioria das reações ocasionadas por batons é do tipo alergia de contato, localizada na área externa dos lábios, geralmente poupando a mucosa da boca. Em alguns casos, as lesões podem se espalhar pela face, na medida em que piora. Algumas pessoas usam o batom como blush em suas bochechas,ou mesmo como sombra em pálpebras, favorecendo com que a alergia surja em áreas inesperadas da face, confundindo o diagnóstico.

Principais Sensibilizantes

As substâncias que provocam a sensibilização são os corantes, perfumes, veículos e mais raramente, os excipientes. A eosina (tetrabromofluoresceína) é a substância que mais causa sensibilização.
Veículos: Lanolina, Cera de abelha, Cera de carnaúba, Óleo de castor, Óleo de mamona
Corantes: Eosina, Tartrazina, Carmin, Fluoresceína, Ponceau
Fragrâncias: Óleo de bergamota, óleo de lavanda, essência de rosas
Outras substâncias: Bronopol, Parabenos, Resorcina e até mesmo os metais contidos nos estojos devem ser levados em conta.

A alergia aos batons surge de forma inesperada mesmo em pessoas que já faziam uso do cosmético e não da primeira vez, como se pensa. Os lábios ficam irritados, coçam muito, ardem. Vermelhidão e inchaço podem ocorrer. Com o passar do tempo, a alergia pode se agravar ocasionando uma reação de eczema no local.

O diagnóstico é feito pelo alergista analisando o histórico clínico e a rotina de maquiagerm da paciente. O exame clínico das lesões fundamenta a suspeita. A realização de testes de contato confirma a alergia e detecta as substâncias suspeitas.

O tratamento se baseia no afastamento do produto. A opção é o uso de batons hipoalergênicos, que não contém as mesmas substâncias, sendo bem aceitos pela maioria das consumidoras. Em geral, utilizam ingredientes vegetais, manteiga de Karitê e outras, sem as substâncias potencialmente alergênicas da maioria dos batons comuns. É importante ressaltar que o fato de um produto ser hipoalergênico não garante que não provocará alergia, mas a chance é bem menor.

Um caso famoso de alergia a cosméticos é a senadora Marina Silva, que dá uma dica interessante às alérgicas e vaidosas, que não abrem mão de um colorido nos lábios: raspas de beterraba aplicadas com pincel. E acrescenta: como a beterraba seca rápido, uma gota de óleo de coco dá um efeito “gloss” ao produto.

Dicas

- Hidrate os lábios
- Evite passar a língua para umedecer o lábio, pois a saliva provoca ressecamento.
- O uso de filtro solar protege a pele dos lábios da exposição ao sol.
- Utilize sempre produtos de fonte confiável, com registro de aprovação pela Anvisa.

Creche e doenças alérgicas



A vida moderna obriga as mães a colocarem seus bebês em creches cada vez mais cedo. E chega o outono a queixa começa a surgir: febre, tosse, catarro, numa sinfonia indesejável.

Mas, por que os bebês adoecem?

É preciso entender que o ser humano nasce indefeso. Na realidade, os anticorpos que
possui se originam da mãe, através da placenta na gravidez e do leite materno após o nascimento. Por isso é tão importante a amamentação no primeiro ano de vida.

A produção de anticorpos pelo bebê é lenta e começa mais tarde. É normal que a criança pequena, mesmo saudável, tenha uma imunidade imatura que só se resolverá com o passar do tempo, na medida em que o sistema de defesa adquire maior experiência frente às agressões. Nessa faixa de idade, a alergia não é a grande vilã na maioria das vezes. Mas pode ser uma importante coadjuvante.

Enfatizo que na maior parte das vezes, estas crianças não têm um problema sério de saúde e nem a imunidade baixa. Existem crianças que são portadoras de doenças do sistema imunológico (imunodeficiências). Mas, neste caso é diferente: o desenvolvimento infantil se altera, há uma nítida dificuldade para ganhar pêso, as infecções são severas, há necessidade de internação hospitalar e o restabelecimento é muito lento. Até a aparência da criança se altera pela doença.

Estamos falando de crianças normais e que passam por uma dificuldade própria de sua idade. Estudos comprovam que até os 4-5 anos de idade, é normal que uma criança tenha de 8-10 resfriados (viroses) por ano. Não há uma regra que sirva para todas as crianças. A maioria fica bem com o passar do tempo. Na verdade, nossos pais e avós tinham razão: o ideal seria começar a frequentar escolas por volta dos cinco anos. Mas é preciso viver a realidade de hoje. Então, vamos lá:


10 Dicas para pais e responsáveis

1. Ao procurar uma creche ou escola, verifique se as instalações se encontram dentro dos padrões estabelecidos pela vigilância sanitária municipal. Por exemplo, alguns dos principais fatores de disseminação das infecções respiratórias são a aglomeração de alunos numa sala de aula ou berçário de creche e o grau de ventilação e renovação de ar destes ambientes. Hoje em dia, é comum encontrarmos salas de aula e berçários de creches refrigerados. Se por um lado aumenta o conforto dos alunos, por outro diminui a ventilação e renovação de ar destes ambientes. Além disso, deve-se observar o grau de manutenção dos filtros dos condicionadores de ar, pois quando a limpeza é descuidada, pode contribuir para o agravo no aparelho respiratório das crianças.

2. Observe também a localização do colégio. Verifique se na vizinhança existem indústrias poluentes ou estabelecimentos de serviço que possam contribuir para piorar a qualidade do ar na localidade (oficinas para pintura automotiva, por exemplo).

3. Leve seu filho periodicamente ao pediatra, mesmo que esteja bem. Tanto faz que seja no serviço público, médico do convênio ou médico particular. Mas, sempre que possível, dê preferência que seja sempre o mesmo médico. Isto facilita muito as coisas já que além de haver um natural estreitamento de relações entre o médico, a criança e familiares, ele passará a conhecer melhor a criança, facilitando sobremaneira seu acompanhamento.

4. É importante ressaltar que o pediatra deve ser o maestro e poderá indicar o concurso de colegas de outras especialidades para auxílio no diagnóstico e tratamento. Se a criança for alérgica, é importante que o tratamento seja feito em harmonia com o alergista.

5. Nâo leve a criança para a creche ou escolinha se estiver febril, para evitar contaminar os coleguinhas.

6. Evite levar a criança ao pronto socorro ao primeiro sinal da febre. Se possível, ligue para o pediatra ou para o alergista e peça uma orientação.

7. Lembre-se: a boa saúde imunológica depende de vários fatores, incluindo uma alimentação saudável e balanceada (hortaliças, legumes, frutas, cereais, carnes, peixes, ovos, leite, etc...). Evite vícios alimentares (excesso de refrigerantes, frituras, fast food, guloseimas, etc.).

8. Mantenha a caderneta de vacinação de seu filho em dia. Quando indicado, o médico poderá prescrever vacinas adicionais. Por exemplo, crianças alérgicas se beneficiarão com a vacina anual para gripe.

9. Dentro de casa não exponha seu filho a fumaça do cigarro. Não fume e não deixe que fumem em sua casa ou junto à criança.

10. Esportes e vida ao ar livre são muito positivos. Mas, cuidado com a natação! Trata-se de um excelente exercício aeróbico desenvolvendo bastante a capacidade respiratória. O problema é que crianças alérgicas portadoras de rinite alérgica descompensada, asma não controlada e dermatite atópica podem piorar sua alergia, seja pelo exercício físico seja pelo contato com água clorada.
Quem tem piscina em casa sabe que durante o verão há necessidade de se clorar mais a água seja pela maior utilização da piscina como também pela maior evaporação do cloro em decorrência da maior insolação da estação. Saiba também que as tais “piscinas salinizadas” apesar de terem uma quantidade de cloro menor que as que recebem tratamento tradicional não são totalmente isentas deste sal. Ou seja, cada caso é um caso! Por isso, antes de iniciar a prática do esporte, converse a respeito com o alergista.

Enfim, pequenos cuidados podem no final fazer uma grande diferença. E, o mais importante, mantenha um diálogo saudável com a equipe escolar, esclareça dúvidas, informe sobre os remédios e sobre as necessidades médicas da criança.

Texto = Blog da Alergia